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Set 07
Empresas e instituições do concelho de Coruche querem que a Estradas de Portugal estude alternativas que evitem o "caos absoluto" que representará o encerramento, durante dois meses, da primeira ponte sobre o Sorraia, disse hoje o presidente da autarquia.
O presidente da Câmara Municipal de Coruche, Dionísio Mendes (PS), disse à agência Lusa que, numa reunião realizada segunda-feira, foi patente a grande preocupação das empresas e instituições do concelho que serão afectadas pelas obras que a Estradas de Portugal vai iniciar em Outubro em seis das sete pontes que atravessam o vale do Sorraia e fazem a ligação entre as duas partes da vila.
A reunião inseriu-se nos contactos que a autarquia está a desenvolver no sentido de elaborar um memorando a apresentar na próxima semana à Estradas de Portugal, no qual vai apontar algumas sugestões alternativas ao que foi apresentado no caderno de encargos da obra, e que será ultimado numa reunião do Conselho Municipal de Segurança agendada para sexta-feira.
O autarca disse esperar total abertura da parte da Estradas de Portugal, tendo em conta os transtornos que o pretendido encerramento, durante 60 dias, da primeira das sete pontes, aquela que atravessa o rio, irá provocar tanto às populações como à actividade económica.
Frisando o "caos absoluto" que essa situação iria provocar, Dionísio Mendes disse que entre as várias alternativas que estão a ser equacionadas para apresentação à Estradas de Portugal se encontra a de se optar por um ritmo de trabalho contínuo (de 16 ou 24 horas), de forma a encurtar o tempo da obra.
Outra possibilidade, disse, é os trabalhos ocuparem metade do tabuleiro de cada vez, permitindo a circulação alternada, podendo ainda ser equacionada a colocação de uma ponte militar para evitar o desvio de dezenas de quilómetros para se ir de um lado ao outro da vila.
Segundo disse, se para os ligeiros o atravessamento alternativo implica um desvio de 30 ou 40 quilómetros, no caso dos pesados há que acrescentar mais 35 quilómetros até à ponte de Benavente.
Dionísio Mendes frisou que em causa estão nomeadamente situações de socorro, com as ambulâncias e carros dos bombeiros a não poderem chegar rapidamente à margem esquerda, onde se situa a zona industrial.
Por outro lado, com o início do ano escolar, o transporte dos alunos que residem na margem esquerda para as escolas será complicado, bem como as deslocações diárias dos trabalhadores das numerosas fábricas instaladas na zona industrial ou dos muitos dos 400 funcionários da autarquia que residem daquele lado da vila.
A data apontada para o início das obras - Outubro - coincide ainda com o final da época agrícola, disse, lembrando que também o acesso a serviços, nomeadamente ao centro de saúde, fica dificultado.
Para Dionísio Mendes, as obras nas pontes de ferro de Coruche, construídas nos anos 30 do século XX, são "inevitáveis", mas a ausência de alternativas, como o tão ansiado itinerário complementar 10, vai dificultar a vida tanto às empresas como às pessoas que diariamente fazem o percurso entre os dois lados da vila, transtornos que, frisou, terão forçosamente de ser minimizados.
( Fonte : O Mirante )
publicado por sorraia.blog às 22:19

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