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Out 04
Quando há dias um amigo me pediu que transportasse o filho até á Escola Secundária , eu estava longe de imaginar o circuito que tinha de fazer e o verdadeiro labirinto por meio de vários carros e autocarros , um nunca mais acabar de saltar valas e lagoas . Mas depois de bastante adrenalina e alguns amortecedores encravados consegue-se finalmente chegar ao largo frente à suposta entrada da escola . Aí a adrenalina vai ao rubro quando se vê alguns papás quase a quererem entrar com os popós dentro da escola . Com pouca adrenalina pareceu-me estar um senhor vereador que tambem transportava os filhos para a Escola, devidamemte engravatado como se a gravata desse para tapar a enorme dose de impostorice que lhe vai na alma, e como se não bastasse fazendo-se deslocar numa viatura oficial da C.M.C. em suma o dito e os seus comparsas não estão preocupados com o estado dos acessos nem com os amortecedores dos respectivos carrinhos porque não são eles que pagam os concertos!!!
Pelo que vamos constatando no nosso quotidiano, as leis que os nossos autarcas teimam em ser demasiado zelosos é só para alguns!


Coruche não pára... de nos surpreeder!!!
publicado por sorraia.blog às 17:29

Para quem já tem mais de 25 anos...faz pensar que até tivemos sorte.... Olhando para trás, é difícil acreditar que estejamos vivos.


Nós viajávamos em carros sem cintos de segurança ou air bag. Não tivemos nenhuma tampa à prova de crianças em frascos de remédios, portas, ou armários e andávamos de bicicleta sem capacete, sem contar que pedíamos boleia.


Bebíamos água directamente da mangueira, fontes e não da garrafa. Gastámos horas a construir os nossos carrinhos de rolamentos para descer ladeira abaixo e só então descobríamos que nos tínhamos esquecido dos travões. Depois de colidir com algumas árvores, aprendemos a resolver o problema.


Saíamos de casa de manhã, brincávamos o dia inteiro, e só voltávamos quando se acendiam as luzes da rua. Ninguém nos podia localizar. Não havia telemóveis. Nós partimos ossos e dentes, e não havia nenhuma lei para punir os culpados. Eram acidentes. Ninguém para culpar, só a nós próprios.


Tivemos brigas esmurramos uns aos outros e aprendemos a superar isto. Comemos doces e bebemos refrigerantes mas não éramos obesos. Estávamos sempre ao ar livre, a correr e a brincar.


Compartilhamos garrafas de refrigerante e ninguém morreu por causa disso. Não tivemos Playstations, Nintendo 64, vídeo games, 99 canais a cabo, filmes em vídeo, surround sound, telemóveis, computadores ou Internet.


Nós tivemos amigos. Nós saíamos e íamos ter com eles. Íamos de bicicleta ou a pé até casa deles e batíamos à porta. imaginem tal coisa! Sem pedir autorização aos pais, por nós mesmos! Lá fora, no mundo cruel! Sem nenhum responsável! Como conseguimos fazer isto? Fizemos jogos com bastões e bolas de ténis e comemos minhocas e, embora nos tenham dito que aconteceria, nunca nos caíram os olhos ou as minhocas ficaram vivas na nossa barriga para sempre.


Nos jogos da escola, nem toda a gente fazia parte da equipa. Os que não fizeram, tiveram que aprender a lidar com a decepção... sem psicólogos! Alguns estudantes não eram tão inteligentes quanto os outros. Eles repetiam o ano! Que horror! Não inventavam testes extras.


Éramos responsáveis por nossas acções e arcávamos com as consequências. Não havia ninguém que pudesse resolver isso. A ideia de um pai nos protegendo, se desrespeitássemos alguma lei, era inadmissível! Eles protegiam as leis! Imaginem!


A nossa geração produziu alguns dos melhores compradores de risco, criadores de soluções e inventores. Os últimos 50 anos foram uma explosão de inovações e novas ideias. Tivemos liberdade, fracasso, sucesso e responsabilidade, e aprendemos a lidar com isso.


Tu és um deles, Parabéns!

publicado por sorraia.blog às 12:17

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