
Os portugueses sempre tiveram a mania das grandezas!
Desde D. Afonso Henriques que isso acontece. Hoje é que não se nota muito. Mas esporadicamente, ainda há umas certas e enormes veleidades que vêm ao de cima quando menos esperamos. Eu, por exemplo, vou ter um ganda final de semana com os meus gandas compinchas em gandas petiscos no meio de gandas canecadas. Vai ser uma ganda torada e com gandas mocas, já estou a ver.
Recuperando algumas memórias da minha infância, lembro-me que os meus maiores sonhos eram ter gandas carros, gandas mulheres e uma pipa de massa que nunca mais a gastasse. Ser dum ganda clube, ter uma ganda casa e receber um ganda ordenado. Posso dizer à boca cheia que sim senhor porque também sou um ganda mentiroso.
Por outro lado, já as grandes coisas fazem de nós outro tipo de pessoas. As Cruzadas, os Descobrimentos, o Jumbo e o Colombo, o CCB e o Parque das Nações, elevam-nos à categoria máxima de grandes obreiros no desenrolar da História e das Civilizações. Ficamos mais inchados do que os lagartos, antes de estes terem perdido o Campeonato e a Taça UEFA.
Por estas e outras coisas do género é que não me canso de dizer que Portugal é o maior. E os portugueses, quando querem, também. Eu é que não sou lá grande coisa.