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Out 06
Acusações explícitas e implícitas ao Governo marcaram ontem a apresentação pública do Movimento de Intervenção e Cidadania (MIC), de Manuel Alegre. Cerca de cem apoiantes do ex-candidato presidencial reuniram-se num hotel de Lisboa para escutarem a primeira intervenção do poeta, na qualidade de fundador do MIC, desde que o movimento foi oficialmente legalizado, na semana passada.
Alegre deixou no ar críticas ao Executivo socialista. Sem nunca mencionar o nome de José Sócrates, denunciou as reformas que são feitas contra as pessoas, a lógica neoliberal aplicada aos serviços de saúde, a consolidação das contas públicas encarada "como um fim em si mesma" e os despedimentos na administração pública.
"Não se pode equilibrar o orçamento à custa dos direitos sociais. Não se pode endireitar as contas públicas à custa dos doentes e dos reformados, nem da desertificação do interior", sublinhou o histórico socialista. Insurgindo-se contra a aplicação de taxas moderadoras sobre cirurgias e internamentos, o aumento dos impostos sobre pensionistas e a extinção de urgências hospitalares, Alegre deixou este aviso, sublinhado com aplausos: "A autoridade pela autoridade não faz parte da cidadania democrática, nem dos valores do 25 de Abril." E também este: "É preciso que quem exerce, com legitimidade, o poder democrático, não se feche em si mesmo nem deixe de ouvir a rua."
publicado por sorraia.blog às 22:44

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