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O roubo de pinhas e a venda de miolo de pinhão no mercado paralelo estão a aumentar, com particular incidência no concelho de Coruche.
Os industriais do miolo do pinhão querem que a inspecção das actividades económicas intensifique a sua fiscalização sobre o mercado paralelo da venda do miolo do pinhão.
O negócio do roubo de pinhas está a aumentar a olhos vistos, com especial incidência no concelho de Coruche embora atravesse todo o filão de pinhal desde Ponte de Sôr até Grândola.
O presidente da Associação de Industriais do Miolo de Pinhão diz que os roubos começam nos primeiros dias de Novembro. A legislação diz que a venda de pinhas só pode começar a partir de 15 de Dezembro
“São desempregados, reformados e outras pessoas envolvidos nos roubos de pinhas que fazem um trabalho que garante rendimentos. Não pagam contribuições para segurança social, fisco e IVA. Uma pinha custa cerca de 50 cêntimos. Quem levar mil pinhas de uma vez já ganha o dia”, exemplifica o empresário
Segundo refere, basta ir a mercados e feiras às 17h00 e ver miolo de pinhão à venda, em carrinhas e bancas, a preços mais baixos que os do mercado legal.
Em cada 100 quilos de pinhas, extraem-se cerca 3,2 quilos de pinhão. Hélio Cecílio estima que, só em 2005, tenham sido roubados cerca de três milhões de quilos de pinhas.
O empresário do pinhão possui uma eira com cerca de um hectare de área onde costuma colocar milhares de pinhas colhidas em Novembro. Depois de abrirem com o calor, seguem para a unidade industrial na Azervadinha (Coruche) para os pinhões serem abertos e alourarem. “O ano passado roubaram-me 50 mil euros em pinhas”, recorda. A indústria exporta, maioritariamente, para Itália, Alemanha e Estados Unidos.
O industrial sublinha que o pinhão português é considerado o melhor, mas que está a perder reputação por ser misturado com o do mercado paralelo, que não segue os mesmos padrões.
“Devia haver mais fiscalização ao negócio paralelo, mas sai tudo ao contrário. Na altura da ministra Ferreira Leite a indústria avisou o governo para esta forma de negócio e foram as empresas legais do sector que acabaram a ser fiscalizadas”, lamenta-se. Para justificar mais atenção e apoio dos governantes.
publicado por sorraia.blog às 13:38

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